Artigo de Opinião por Catarina Matos: Sem impostos, mas sem casas

Este ano, o mês de agosto começa com uma luz de esperança, ainda que ténue. Com a promulgação da isenção do Imposto Municipal sobre Transações (IMT) e Imposto de Selo para os jovens até aos 35 anos que queiram comprar a sua primeira casa, o Governo começa, finalmente, a dar passos importantes e há muito esperados. Temos esperança de que este seja o início de um novo ciclo, em que seja possível fixar os jovens em Portugal, e finalmente criar condições para que tantos outros regressem Mas é apenas um dos grandes passos que será preciso dar naquele que é atualmente um dos maiores desafios em Portugal, mas também em muitos países europeus, que se confrontam com a necessidade urgente de dar resposta à crise habitacional, sem precedentes, a que assistimos. O direito à habitação digna, para os jovens e famílias, é cada vez mais uma realidade difícil de concretizar. As isenções fiscais podem ser particularmente benéficas e são, sem dúvida, uma medida que vai impactar favoravelmente as famílias e jovens compradores que estão a pretender adquirir a sua primeira casa, mas é preciso fazer muito mais, e atuar em várias frentes. Porque, de que nos valem estes apoios, se não existirem casas? É preciso reforçar o parque habitacional, e dar uma resposta célere ao mercado imobiliário através da disponibilização de mais casas que permitam responder à forte procura, seja através da construção, seja através da reabilitação. Esta urgência impõe-se, até porque se prevê que, com estas novas medidas que agora entraram em vigor, a procura poderá crescer. Se assim for, perante esse aumento exponencial, num contexto de escassez de oferta, iremos assistir a um efeito direto no aumento expressivo dos preços das casas, que já são por si muito elevados, e que dificultam o acesso de muitos destes potenciais compradores ao financiamento para adquirirem uma habitação própria e permanente. Por exemplo, na compra de uma casa no valor de 200 mil euros, um jovem e/ou casal, poderá, com estas novas medidas, conseguir poupar cerca de 5.577,50 euros. Há sempre outras despesas associadas, mas também, aqui, o Governo decidiu ajudar: os emolumentos vão também ficar isentos ou ter desconto no valor total de até 450 euros. Se considerarmos que para esta aquisição será necessário financiamento, então aí as contas são outras, pois teremos de considerar as despesas inerentes a todo o processo de financiamento: cerca de 1 000 euros em comissões bancárias; (varia de banco para banco) imposto de selo sobre o financiamento; 0,6% do valor de financiamento, ou seja, 1.080 euros; IMI – cuja isenção temporária está prevista, mas apenas para imóveis com valor patrimonial tributável (VPT) de 125 000 euros – e este valor varia de município para município entre 3% a 8%; prémios de seguros de vida e multirriscos; pagamento de IMI; despesas de condomínio, etc…Nestas contas, estamos a considerar que os compradores têm de ter cerca de 10% de capitais próprios (20 000 euros), uma vez que, apesar de ter sido aprovada a medida que viabiliza o financiamento a 100% através de uma garantia pública, ainda teremos de esperar para ver a sua real aplicabilidade e quando será possível beneficiar desta medida, que tem sido muito controversa. Sabendo que mesmo que se possa vir a beneficiar desta garantia pública, é preciso entender que o valor vai ter de ser pago não será uma benesse…e, portanto, o valor da prestação a pagar ao banco será mais elevada, pelo que teremos de aguardar para perceber como irão agir os bancos, uma vez que se está alterar aquela que é uma das medidas do Banco de Portugal, e que obriga a que todos os compradores tenham de ter, pelo menos, 10% de capitais próprios sobre o menor dos dois valores (valor do imóvel ou valor da venda) para comprar a sua casa. Será que os bancos irão analisar da mesma forma o risco num cliente que dará uma entrada de 10% ou 15%, e de um cliente que irá solicitar um financiamento a 100%?! As contas são muitas e nem sempre são fáceis. Devemos olhar com atenção para estas medidas, mas não podemos ficar reféns de um otimismo excessivo, porque esta é apenas parte da solução. Por tudo isto, devemos assegurar que todos os futuros jovens compradores e população em geral, estão adequadamente informados sobre os detalhes relevantes da sua aplicação. É este o papel que a intermediação de crédito pode desempenhar e que faz a diferença. Enquanto profissional nesta área, bem antes da promulgação destas medidas, fui recebendo várias dúvidas sobre as quais temos vindo a esclarecer, pois só uma decisão informada poderá ajudar os jovens a conseguir soluções adaptadas às suas reais capacidades financeiras, minorando o terrível risco de incumprimento dos compromissos assumidos. Por exemplo, se já comprou uma casa no passado e a vendeu, pode estar abrangido por esta medida, caso a venda tenha sido feita há mais de três anos. E ainda, a lei é clara, no caso de compra de terrenos, esta isenção não se aplica. Por outro lado, no caso de querer construir uma casa de raiz, esta isenção não se aplica, pois neste caso estarão em causa outras responsabilidades, como licenças camarárias, etc., mas não estes impostos. Não ter impostos no momento da escritura é muito significativo, mas a necessidade de ter condições financeiras para fazer face a todas as despesas associadas continuará a existir. Por isso, é fundamental procurar um profissional de intermediação de crédito, que possa dar todo o apoio necessário e permitir a maior poupança possível neste tipo de despesas, bem como aconselhar a melhor solução de crédito (se uma taxa variável, se uma taxa fixa, se uma taxa mista). Pesar todas as opções, fará a diferença no momento de tomar aquela que é, provavelmente, uma das decisões financeiras mais relevantes ao longo da vida. Em Portugal, há ainda uma enorme tradição de aquisição de casa e continuamos a sentir uma crescente procura de apoio para a aquisição de imóvel com recursos a crédito à habitação. Em particular os últimos
DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO fecha 1.º Semestre/24 com aumento de 50% no Crédito Intermediado

Destaca-se o aumento do valor médio das operações de crédito à habitação novo, a fixar-se de nos 150.267 euros, reflexo do aumento dos valores dos imóveis. A DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO registou um crescimento de 50% em crédito intermediado no primeiro semestre de 2024 em relação ao período homólogo. Destacam-se as transferências de crédito à habitação, que durante o semestre tiveram um peso de 45,3% de todo o crédito aconselhado pela marca. O crédito à habitação novo teve um peso de 52,2%, quando comparado com o crédito especializado, que teve uma expressão de apenas 2,5% em todo o crédito escriturado. Em crédito hipotecário, a DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO escriturou em crédito à habitação novo mais de 22% quando comparado com o período homólogo. No que diz respeito às transferências de crédito habitação, cresceu 102% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em crédito especializado registou um decréscimo de 54% relativamente ao mesmo semestre de 2023. Ainda entre janeiro e junho, o valor médio das operações fixou-se nos 150.267 euros em novos contratos e nos 127.659 euros em transferências de crédito à habitação. Marta Almeida, Diretora Coordenadora Nacional da DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO, sublinha que “o crescimento significativo em crédito escriturado durante esta primeira metade do ano, mostra-nos que os portugueses continuam a procurar soluções que se adequem cada vez mais às suas reais necessidades, e que sobretudo lhes permitam poupar o máximo possível em despesas com créditos”. “Durante este período destacamos o aumento das operações em crédito à habitação novo relativamente ao mesmo período de 2023, o que demonstra, por seu lado, que os valores dos imóveis continuam a subir. Da nossa parte, continuaremos empenhados em ajudar quem nos procura a encontrar as melhores condições junto da banca, quer para contratação de um novo crédito à habitação ou para a transferência de um crédito já existente. Durante o primeiro semestre, continuámos a expandir-nos em território nacional e os planos são continuar a crescer até ao final do ano, para que possamos continuar a disponibilizar os nossos serviços a um maior número de pessoas”, acrescenta. No que diz respeito ao crédito pessoal, nos primeiros três meses do ano, os valores médios de crédito pessoal fixaram-se nos 12.992 euros e nos 16.000 euros no crédito automóvel. Entre janeiro e junho, a DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO assinou 17 contratos para abertura de novas lojas e inaugurou 19 unidades no país. A marca conta com um total de 175 lojas a nível nacional, entre unidades abertas e em fase de abertura. O objetivo da marca é chegar às 200 lojas até ao final do ano. in Best Franchising 31 de Julho 2024
MARTA ALMEIDA: “O FUTURO DA CONCESSÃO DE CRÉDITO VAI PASSAR PELOS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO”

DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO está a crescer a taxas de dois dígitos, tem 170 lojas e 1.400 colaboradores em Portugal e definiu como objetivo chegar aos três mil milhões de crédito intermediado dentro de dois ou três anos. O passo seguinte vai ser a internacionalização. A DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO registou 350 milhões de euros em crédito escriturado no primeiro trimestre do ano, o que representou um crescimento na faturação de 60%. No conjunto do ano passado, cresceu 30%, para 1.065 milhões de euros de crédito escriturado. Em entrevista ao Jornal Económico, Marta Almeida, Diretora Coordenadora Nacional da DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO, a marca do GRUPO DS especializada na prestação de serviços de consultoria e intermediação de crédito, aponta como objetivo atingir os três mil milhões de euros em crédito intermediado, dentro de dois ou três anos, e ter uma expressão de cerca de 30% do mercado da intermediação de crédito. Depois, quer galgar fronteiras. “Queremos continuar a crescer no país e dar o passo seguinte para a internacionalização da marca”, diz. De que forma tem evoluído a atividade dos intermediários de crédito em Portugal? A atividade de intermediário de crédito tem ganho cada vez mais importância nos últimos anos, em particular nos últimos anos, devido à conjuntura económica e financeira do país, que afeta diretamente o rendimento das famílias. Nestes contextos mais desafiante, há, naturalmente, uma maior procura de crédito pessoal, ao consumo e também de crédito hipotecário. E para estes processos, tem havido uma crescente procura dos serviços de intermediários de créditos, que são um apoio em termos de aconselhamento para indivíduos e famílias, no sentido de os ajudar a conseguir as melhores condições dos seus novos créditos, ou a renegociar os créditos já existentes. Os intermediários de crédito são, hoje, verdadeiros parceiros das agências bancárias. Por exemplo, de acordo com dados da Associação Nacional de Intermediários de Crédito Autorizados [ANICA], os intermediários de crédito são responsáveis por comercializar entre 70% e 90% do crédito à habitação dos principais bancos em Portugal. No mesmo sentido, a intermediação de crédito tem vindo a ser mais regulada – como é exemplo o regime jurídico que regula a atividade dos intermediários de crédito, sujeitos à supervisão do Banco de Portugal, que entrou em vigor no início de 2018 -, contudo acreditamos que à medida que ganham ainda mais relevância no setor financeiro e da banca, é fundamental dar continuidade a este processo legislativo. É uma forma de evitar a estagnação da profissão, e permitir que os profissionais da intermediação de crédito continuem a acompanhar as normas implementadas pelo Banco de Portugal e a evolução e dignificação do setor. Têm beneficiado do desinvestimento da banca em balcões? Sabemos, hoje, que o futuro da concessão de crédito passará pelos intermediários de crédito, que dispõem de um conjunto de ferramentas, que os diferencia do contacto direto com a entidade bancária, sem esquecer a possibilidade de integração dessas ferramentas com os vários bancos. Mas acreditamos que, acima de tudo, os intermediários de crédito são verdadeiros parceiros da banca. Basta olhar para os dados partilhados pela ANICA. Por outro lado, para os bancos, esta é uma forma de ganharem mais negócio, pois estes profissionais estão altamente focados no negócio, representando um investimento controlado, recuperável num curto espaço de tempo – e também uma forma de reduzirem custos fixos, com colaboradores e pontos de venda. Além disso, o intermediário de crédito tem também um papel pedagógico muito importante, nomeadamente no reforço da literacia financeira, em parceria com outras entidades, nomeadamente escolas, entidades financeiras, etc. Neste âmbito, a DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO criou, em 2022, o projeto de literacia financeira infantil “Os Mini-Heróis da Poupança”, através do qual promove a literacia financeira para crianças em várias escolas do país. Com este projeto, já concretizámos dezenas de eventos, tendo chegado já a milhares de alunos e à comunidade educativa em várias escolas no país. E como tem sido a evolução da DS? A DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO foi lançada em 2017 com o propósito claro de, por um lado, apoiar a população, aconselhar e apoiar os clientes individuais e as famílias, a encontrarem as melhores soluções de financiamento ou de negociação das condições que pudessem ter, quer em crédito hipotecário quer em crédito ao consumo, e, por outro, ser mais um projeto do GRUPO DS com oportunidades de trabalho. Nestes últimos sete anos, focámo-nos em disponibilizar um serviço diferenciador, próximo e personalizado, o que nos permitiu crescer de ano para ano, consolidar a nossa presença no mercado, e sermos, atualmente, uma referência na intermediação de crédito em Portugal, com parceiros muito relevantes no setor financeiro e da banca. Nos primeiros três meses deste ano, alcançámos um total de cerca 350 milhões de euros em crédito escriturado, o que representou um crescimento na faturação de 60% comparado com o período homólogo. Neste período, assinámos 10 novos contratos para abertura de lojas e inaugurámos 10 novas unidades no país, e no total, hoje já temos, cerca de 170 lojas a nível nacional, entre unidades abertas e em fase de abertura. Ao mesmo tempo, a DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO é também uma oportunidade para futuros colaboradores que se queiram juntar a nós e desenvolver-se pessoal e profissionalmente. Hoje, contamos com uma equipa de 1.400 colaboradores a nível nacional, resultados que demonstram a franca expansão da marca e o foco que mantemos em continuar a crescer e em prestar o melhor serviço possível, bem como, uma clara preferência por parte das pessoas que se têm juntado a nós, pois veem na nossa marca a referência no setor. A crise na habitação e as medidas que têm sido propostas são uma oportunidade para a atividade? As medidas anunciadas pelo Governo são vistas com bons olhos e serão sem dúvida um apoio extraordinário, contudo consideramos que há ainda um caminho a percorrer para que seja possível mudar o paradigma entre aquilo que é a oferta e a procura imobiliária, principalmente nos grandes centros urbanos, onde se tem verificado uma procura maior. A escassez de oferta não terá
DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO TERMINA 2023 COM 160 LOJAS E 1200 COLABORADORES

DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO
termina 2023 com 160 lojas e 1200 colaboradores
DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO escriturou em crédito à habitação 1.065 milhões em 2023

DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO escriturou em crédito à habitação 1.065 milhões em 2023
Transferência de empréstimos à habitação na DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO aumenta 30%

As 160 lojas da rede DS Intermediários de Crédito (do Grupo Decisões e Soluções) especializada na prestação de serviços de consultoria e intermediação de crédito, têm assistido a um aumento da procura de apoio por parte das famílias portuguesas, que têm vindo a assistir a um aumento das taxas de juro dos seus créditos habitação, refere a empresa.
Portugueses recorrem às lojas da Rede DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO para obter apoio especializado na negociação do crédito habitação

As 160 lojas da rede DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO, marca do Grupo DECISÕES E SOLUÇÕES especializada na prestação de serviços de consultoria e intermediação de crédito, têm assistido a um aumento da procura de apoio por parte das famílias portuguesas, que têm vindo a assistir a um aumento das taxas de juro dos seus créditos habitação.